GAEIRAS
ESTE SITE ENCONTRA-SE EM FASE DE CONSTRUÇÃO * ACEITAMOS SUGESTÕES PARA TORNÁ-LO MAIS APELATIVO * FAÇA-O ATRAVÉS DO E-MAIL EM RODAPÉ
GAEIRAS
GAEIRAS tornou-se freguesia autónoma a 4 de outubro de 1985, passando a ter identidade administrativa independente. A 19 de abril de 2001, GAEIRAS foi elevada à categoria de vila, tendo este estatuto, promovido o crescimento e importância da localidade. Com 2.363 habitantes (censos 2021), numa área de 10,31km², dedica-se atualmente à agricultura, indústria e comércio local.
PONTOS CRÍTICOS
A localização privilegiada da Freguesia, com acesso direto desde A-dos-Negros ao concelho vizinho, Caldas da Rainha, com quem faz fronteira, merece uma rodovia de excelência, mas não tem! As bermas da estrada são valas de escoamento de água cheias de lixo e manta morta, ornamentadas com contentores do lixo ao acaso, sem passeios ou ciclovias, sem passadeiras e sem sistemas de redução de velocidade. Mas não ficamos por aqui. A nível de infraestruturas temos muito para trabalhar. O acesso à barragem do Arnóia, um dos pontos de interesse da nossa Freguesia, é feito por 1,5km de terra batida. Não é este o cartão de visita que queremos dar, no entanto é a imagem que, quem nos visita, leva na memória.
Demograficamente, o grupo etário dos 0 ao 24 anos e +65 anos, representa perto da metade dos fregueses. É fundamental este grupo ter locais de lazer, espaços verdes, onde os mais novos confraternizem com os mais velhos, e estes, por sua vez, passem o seu conhecimento sobre os usos e costumes da freguesia, para que não se perca a sua identidade.
A gestão de recolha de resíduos urbanos é outro ponto que tem de ser falado e resolvido abertamente! Existe um regulamento, que determina detalhadamente, onde e como devem ser colocados os contentores, quando e em que condições são recolhidos os resíduos e quais as penalizações aplicáveis para quem não cumpra com o Regulamento. Abram os olhos! Pagamos todos os meses, na fatura da água, o serviço de recolha de resíduos.
AS NOSSAS PROPOSTAS
Os Municípios podem gerir estradas em perímetro urbano. Quer isto dizer que as estradas nacionais e regionais, localizadas nos perímetros urbanos, é da competência dos Municípios, assumindo estes, a jurisdição destas estradas com mais rapidez e podendo intervir e atuar sobre as mesmas. No nosso caso, interessa-nos a N115 e N8, particularmente.
Tudo faremos para pressionar a Câmara Municipal de Óbidos para em conjunto com a Autarquia, efetuar uma intervenção profunda nas nossas estradas, nomeadamente, na criação de trajetos pedonais e/ou ciclovias com a finalidade de prevenir de forma eficiente a segurança de todos os que nelas circulam, não esquecendo os espaços envolventes - bermas e valas de escoamento pluvial, a instalação de sistemas de controle de velocidade e passadeiras.
A freguesia tem uma densidade populacional de 230 habitantes por Km2. Vamos dedicarmo-nos de corpo e alma para lhes dar espaços verdes, com vegetação diversa que lhes proporcione sombra, com parques de recreio (infantis) para os mais novos e atividades para todas as idades, onde os fregueses possam confraternizar, ao ar livre ou em zonas abrigadas.
Será também o local ideal para se realizarem ações de sensibilização que promova o verdadeiro sentido de comunidade, onde se transmitam os usos e costumes de outrora, para que não se perca a identidade da freguesia.
O tempo de qualidade tem de voltar ao espírito da população e é isso que ambicionamos para os nossos fregueses.
Ao longo de toda a freguesia, os contentores de lixo passarão a ter sistemas de bloqueio eficazes, perto dos estabelecimentos e adequados aos mesmos. Faremos um estudo exaustivo das necessidades dos fregueses e apresentar uma proposta que vá ao seu encontro.
Vamos fazer cumprir o Regulamento do Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos da Câmara Municipal de Óbidos. Junto dos contentores, serão afixados os dias e horas de recolha de cada resíduo, bem como as coimas por incumprimento.
Serão realizadas ações de sensibilização que promovam a reciclagem, compostagem e reutilização de resíduos recicláveis, de forma a reduzir a produção de "lixo".
A história das GAEIRAS começa muito antes de Portugal existir. O território situa-se junto à antiga cidade romana de Eburobrittium, fundada no século I d.C., localizada entre Lisboa e Leiria. Vestígios desta cidade foram redescobertos apenas em 1994, durante obras das autoestradas A8 e A15, perto da atual Quinta das Janelas. Fica assim provada a ocupação romana organizada, nomeadamente nas áreas agricultura, habitação e infraestruturas, na zona das Gaeiras.
Após a reconquista cristã de Óbidos em 1148, toda a região, incluindo as Gaeiras, passou a integrar o termo de Óbidos, que era a única vila importante da região.
Durante séculos, GAEIRAS era apenas território rural, composto por quintas, terrenos agrícolas e nascentes, dependente administrativa e economicamente de Óbidos.
O primeiro marco histórico decisivo das GAEIRAS é a fundação do Convento de São Miguel em 1569, pelo Cardeal D. Henrique, inicialmente noutra localização próxima da Lagoa de Óbidos, mas devido à insalubridade do local, o convento foi transferido para as GAEIRAS, e a nova construção começou em 20 de outubro de 1602, por iniciativa de D. Dinis de Lencastre e D. Isabel Henriques, tornando-se o núcleo em torno do qual cresceu a povoação. Em 1834, o Estado português extinguiu as ordens religiosas, e o Convento de São Miguel deixou de funcionar como convento ativo.
Durante o século XVIII, as GAEIRAS tornou-se um centro económico relevante. Um inglês chamado Henrique Tompsen instalou uma fábrica de curtumes, aproveitando os recursos naturais locais, especialmente a água abundante, a casca de carvalho para produção de tanino e as condições ideais para tratamento de peles. Existiam outras quintas importantes como a Quinta das Flores (Quinta das Janelas), propriedades estruturaram a economia local. Posteriormente, em 1780, António Gomes da Silva Pinheiro expandiu esta indústria e transformou a Quinta das Gaeiras num centro industrial e hospital militar, que funcionou até meados do século XIX.
Foi também desenvolvida uma estrutura social com casas senhoriais e famílias importantes. Henrique da Fonseca de Sousa Prego, um alto oficial naval português e capitão-general, morreu nas Gaeiras em 1847, demonstrando a presença de elites na freguesia.
A proximidade com as Caldas da Rainha e Óbidos favoreceu o crescimento das GAEIRAS, nomeadamente a nível da agricultura, comércio e mobilidade populacional. Foi uma comunidade que cresceu lentamente, mas com raízes profundas.
Convento de São Miguel, Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, Capela de São Marcos, Fonte dos Corações e vestígios da cidade romana Eburobrittium.
FONTES DE INFORMAÇÃO E IMAGENS
Arquivo Distrital de Leiria (registos paroquiais);
Arquivo Municipal de Óbidos;
Junta de Freguesia das Gaeiras;
Instituto Geográfico Português;
Instituto Nacional de Estatística.
Imagem do banner por "A Terceira Dimenão - Portugal Fotografia Aérea