OLHO MARINHO
ESTE SITE ENCONTRA-SE EM FASE DE CONSTRUÇÃO * ACEITAMOS SUGESTÕES PARA TORNÁ-LO MAIS APELATIVO * FAÇA-O ATRAVÉS DO E-MAIL EM RODAPÉ
OLHO MARINHO
OLHO MARINHO tornou-se freguesia autónoma em 5 de março de 1925, através da Lei nº 1752. É uma freguesia moderna com raízes históricas profundas, com uma área de 18,32 km² e 1361 habitantes (Censos 2021).
A história do território de OLHO MARINHO é uma das mais antigas do concelho de Óbidos. Foram encontrados vestígios humanos pré-históricos importantes, incluindo ossadas e um crânio na Gruta da Cova da Moura, considerada uma das mais importantes de Portugal. Esses achados incluem restos atribuídos ao Homem de Neandertal, confirmando que o território foi habitado há dezenas de milhares de anos. Esta ocupação foi favorecida por fatores naturais, tais como a abundância de água potável, solo fértil, proximidade da Lagoa de Óbidos e abrigo natural oferecido pelo Planalto das Cesaredas.
Há fortes indícios de ocupação romana, devido à proximidade com a cidade romana de Eburobrittium, um dos principais centros urbanos da Lusitânia. Os romanos aproveitaram as nascentes naturais chamadas “Olhos d’Água” e as propriedades minero medicinais da água, bem como as excelentes condições agrícolas. É provável que o nome OLHO MARINHO derive destas nascentes e da proximidade com o antigo “mar interior”, a atual Lagoa de Óbidos.
Alguns historiadores consideram que a povoação se estruturou durante o período de ocupação islâmica da Península Ibérica, deixando influência na agricultura, nos sistemas de água e organização territorial. O próprio topónimo pode ter origem árabe.
O crescimento da povoação está diretamente ligado à fundação da Quinta do Furadouro, uma grande propriedade agrícola criada entre os séculos XI e XII, tendo tido como proprietários muito importantes, o rei D. Pedro I, o Infante D. Henrique, D. João d’Eça, filho de D. Pedro I e D. Inês de Castro, membros da nobreza portuguesa. Estas propriedades impulsionaram o desenvolvimento económico e populacional.
Um dos documentos históricos mais importantes é a Carta Régia de 1449, onde o rei D. Afonso V doa terras em OLHO MARINHO ao cavaleiro João Vaz. Esse documento menciona casas, vinhas, herdades, moinho e quintas agrícolas.
No final do século XVIII, as terras da Quinta do Ceilão foram divididas e distribuídas pela população, um processo a que se chamou parcelamento rural, acontecimento decisivo que permitiu o crescimento rápido da população e da economia local.
Em 1845 iniciou-se a construção da Igreja Matriz, um marco fundamental na afirmação e crescimento da povoação de OLHO MARINHO, o que levou os habitantes a exigir autonomia administrativa, tendo sido desanexada da freguesia da Amoreira.
A freguesia manteve uma forte identidade rural, sendo as suas principais atividades económicas a agricultura, silvicultura, pecuária, horticultura e produção florestal.
Igreja Paroquial do Sagrado Coração de Jesus, Quinta do Furadouro, Capela de Nossa Senhora do Amparo, nascentes históricas (“Olhos d’Água”).
FONTES DE INFORMAÇÃO E IMAGENS
Arquivo Distrital de Leiria (registos paroquiais);
Arquivo Municipal de Óbidos;
Junta de Freguesia de Olho Marinho;
Instituto Geográfico Português;
Instituto Nacional de Estatística.