VAU
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VAU
O VAU é uma das freguesias com continuidade histórica mais sólida no concelho de Óbidos, diretamente ligada à coroa portuguesa, à Lagoa de Óbidos, ao sistema agrícola tradicional e mais recentemente dedicada ao turismo rural. Sendo a freguesia mais extensa do concelho de Óbidos, tem uma área de 32,9 km² e cerca de 936 habitantes.
O VAU tem origem medieval e está diretamente ligado à expansão do território de Óbidos após a reconquista cristã em 1148. A partir do século XII, o território começou a atrair grande interesse da coroa portuguesa, de mosteiros e de instituições religiosas, que adquiriram propriedades agrícolas e terrenos na região. Entre os primeiros proprietários importantes destacam-se a Rainha D. Beatriz, (esposa de D. Afonso III) e D. Afonso IV, comprovando que o VAU era um território agrícola valioso, integrado no sistema económico medieval do reino.
Segundo tradição histórica local, o povoamento surgiu quando António de Barros, irmão de um monge do Convento de Vale Benfeito, adquiriu terras numa zona alagadiça que era atravessada frequentemente “a vau”, palavra portuguesa que significa um local onde se pode atravessar um rio ou zona alagada a pé ou a cavalo. Por volta de 1530, existiam cerca de 30 habitantes, formando um pequeno núcleo agrícola. O território estava então integrado na freguesia da Amoreira e foi o rei D. Fernando concedeu privilégios aos moradores do Vau em 1374, incentivando à fixação populacional, desenvolvimento agrícola e organização social estável.
O momento mais importante da história administrativa do VAU ocorreu em 12 de janeiro de 1747, quando foi oficialmente criada a freguesia, confirmada por alvará real.
A economia local baseava-se essencialmente na agricultura, pesca, criação de gado e exploração de terrenos alagadiços. A Lagoa de Óbidos desempenhou um papel central na história do VAU pois fornecia peixe e recursos alimentares, permitia a pesca e transporte, oferecia terrenos férteis para agricultura e atraía povoamento desde épocas antigas.
Em 1780, um episódio importante ocorreu quando D. Maria I concedeu oficialmente aos habitantes do VAU o controlo de terrenos da lagoa, como recompensa por terem salvo o Infante D. Pedro de morrer afogado, o que demonstra ligação direta entre o Vau e a família real, importância estratégica do território e reconhecimento político da comunidade local.
O principal edifício religioso é a Igreja de Nossa Senhora da Piedade que foi o centro da vida social, religiosa e administrativa durante séculos e que começou como uma pequena ermida e depois evoluiu para igreja paroquial.
Igreja de Nossa Senhora da Piedade
FONTES DE INFORMAÇÃO E IMAGENS
Arquivo Distrital de Leiria (registos paroquiais);
Arquivo Municipal de Óbidos;
Junta de Freguesia do Vau;
Arquivo Nacional Torre do Tombo;
Registos da Amoreira (antes de 1747);
Instituto Geográfico Português;
Instituto Nacional de Estatística